domingo, 14 de outubro de 2012

Lançado o Edital do processo seletivo 2013.1 para o Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável da UFC/Campus Cariri




Lançado o Edital do processo seletivo 2013.1 para o Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável


A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável (PRODER), no uso de suas atribuições legais, torna público e estabelece as normas do processo seletivo para o preenchimento das vagas do curso de Mestrado Acadêmico – Área de Concentração Desenvolvimento Regional Sustentável - do PRODER, em conformidade com as exigências do Regulamento desse programa e da Resolução nº. 15/2010 do CONSUNI /UFC, período letivo de 2013/1.


AS INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS ATÉ O DIA 19/10/12



quinta-feira, 31 de maio de 2012

II Semana do Meio Ambiente - PRODER/UFC/Cariri


II SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2012 – PRODER/UFC CARIRI

O Campus da Universidade Federal do Ceará no Cariri, por meio do seu Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável – PRODER, convida você para participar da II Semana do Meio Ambiente 2012 – PRODER/UFC que acontecerá nos dias 04, 05 e 06 de Junho 2012. 
As atividades acontecerão no Campus da UFC em Juazeiro do Norte, com palestras envolvendo a temática da sustentabilidade nos Encontros Sustentáveis, além de oficinas, exibição de filmes, feira de exposição e artesanato, além de atração cultural. 
Esse ano o diferencial nas atividades será a inclusão de pessoas com deficiência nas atividades como também o PRODER na Comunidade que levará a Universidade até às escolas, visando aproximar e levar o conhecimento produzido na academia até à comunidade. 
A abertura acontecerá dia 04/06 às 14h no Campus da UFC com a Palestra do Professor e diretor do Campus Ricardo Ness. Divulguem e participem!

PROGRAMAÇÃO:

SEGUNDA – DIA 04 DE JUNHO 2012

TARDE

ABERTURA 14HS – PALAVRA DO DIRETOR DO CAMPUS PROFESSOR RICARDO NESS E DA COORDENADORA DO PRODER PROFESSORA SUELY CHACON
LOCAL: UFC CARIRI

ENCONTROS SUSTENTÁVEIS 14:30 as 15:30 – AGROECOLOGIA E SUSTENTABILIDADE – PALESTRANTE PROFESSOR DR. RICARDO NESS E CONVIDADOS
LOCAL: UFC CARIRI

CINE SUSTENTABILIDADE 15:30 as 16:30 – FILME: LIXO EXTRAORDINARIO
LOCAL: UFC CARIRI

NOITE
ENCONTROS SUSTENTÁVEIS 18:30 as 20H – ECONOMIA SOLIDARIA E SUSTENTABILIDADE – PALESTRANTE PROFESSOR DR EDUARDO VIVIAN E CONVIDADOS

TERÇA – DIA 05 DE JUNHO 2012
TARDE

FEIRA DE EXPOSIÇÕES 14H as 17H
LOCAL: UFC CARIRI

OFICINA DE REPLICA DE FOSSEIS – MUSEU DE PALEONTOLOGIA DA URCA/GEOPARK ARARIPE 14H as 16H
LOCAL: UFC CARIRI

NOITE
ENCONTROS SUSTENTÁVEIS 19:30 as 20:30 – MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE – PALESTRANTE PROFESSORA LAUDECI MARTINS(URCA) E CONVIDADOS
LOCAL: UFC CARIRI
QUARTA – DIA 06 DE JUNHO 2012
MANHA

PRODER NA COMUNIDADE 8H as 9H – PALESTRA E DEBATES: SUSTENTABILIDADE, RIO+20 E POLITICAS PUBLICAS
LOCAL: ESCOLA PRESIDENTE GEISEL (POLIVALENTE) – JUAZEIRO DO NORTE-CE

TARDE

OFICINA DE XILOGRAVURA ESPECIAL – 14H as 16H
PUBLICO: ALUNOS DO INTRA (Instituto Transformar – Juazeiro do Norte-CE)
LOCAL: UFC CARIRI

CINE SUSTENTABILIDADE INCLUSÃO - 15:30 as 16:30
PUBLICO: ALUNOS DO INTRA (Instituto Transformar – Juazeiro do Norte-CE)
LOCAL: UFC CARIRI

NOITE

LANÇAMENTO DE LIVRO 18:30 as 19:30 – AGUA PRA QUE TE QUERO – NIVEA UCHOA
PARTICIPAÇÃO: PROFESSOR LUIS MANOEL (UFC)
LOCAL: UFC CARIRI

ENCONTROS SUSTENTÁVEIS 19:30 as 20:30 – GLOBALIZAÇÃO,NATUREZA E SUSTENTABILIDADE – PALESTRANTE PROFESSORA CELME TORRES E CONVIDADOS
LOCAL: UFC CARIRI

ENCERAMENTO E ATRAÇÃO CULTURAL - 20:30
LOCAL: UFC CARIRI



sábado, 31 de março de 2012

Hora do Planeta 2012 em Juazeiro do Norte - Ceará - Brasil


Hoje, sábado, 31/03/12, das 20h30 às 21h30, o mundo inteiro celebrará a Hora do Planeta, iniciativa coordenada mundialmente pela rede World Wildlife Found (WWF). No Ceará, o Núcleo de Astronomia (N-Astro) do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Juazeiro do Norte, promoverá, com apoio da Funcap, no Horto, observações do céu com telescópios, exposição e sorteios de livros e DVDs com temática astronômica. http://www.funcap.ce.gov.br/index.php/noticias/43978-em-colaboracao-com-a-funcap-nucleo-de-astronomia-do-ifce-desenvolve-acoes-para-celebrar-a-hora-do-planeta -


segunda-feira, 12 de março de 2012

Mudanças na Plataforma Lattes do CNPq



Inovação e divulgação de projetos em jornais são novos critérios de avaliação da produção científica

04/03/2012 - 15h50
Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai acrescentar, na plataforma eletrônica Lattes, que traz currículos e atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o país, duas novas abas para divulgação pública. Em uma delas, os cientistas brasileiros informarão sobre a inovação de seus projetos e pesquisas; e na outra, deverão descrever iniciativas de divulgação e de educação científica.
Com a mudança, cientistas de todos os campos de investigação deverão descrever, na Plataforma Lattes, dados sobre a organização de feira de ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas concedidas à imprensa – além das informações básicas como dados pessoais, formação acadêmica, atuação profissional, publicações, linhas e projetos de pesquisa, áreas de atuação e domínio de idioma estrangeiros. A intenção do CNPq é aumentar o conhecimento da sociedade sobre as atividades científicas que ocorrem no país.
“No século 21, o cientista reconhece seu papel de engajamento na sociedade. Ele sabe que está sendo pago e financiado e que deve uma prestação de contas sobre o que faz”, disse o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, em entrevista à Agência Brasil. “Ainda há um fosso grande entre aqueles que fazem ciência e aqueles que consomem e financiam a ciência. A sociedade não conhece com profundidade toda a riqueza com que a ciência brasileira tem contribuindo para o desenvolvimento nacional”, avaliou.
Segundo Oliva, passou a ser papel dos cientistas dar publicidade às atividades de pesquisa, mostrar experimentos e explicar projetos para o público, e ligar o trabalho a inovações que contribuam com as políticas públicas e até mesmo para a criação de novos produtos a serem lançados no mercado.
A mudança na plataforma Lattes poderá ocorrer em até dois meses. O modelo e a funcionalidade das abas já estão formatados e respeitarão as regras de transparência de informações públicas. O CNPq muda já na próxima semana o portal www.cnpq.br que, entre outras funções, permite acesso à plataforma Lattes.
Os novos dados informados serão considerados pelos 48 comitês de avaliação do CNPq quando forem aprovar projetos de pesquisa e conceder bolsas de estudo a professores e estudantes universitários. O conselho terá indicadores para avaliação dos trabalhos científicos em quesitos de inovação e de produção em divulgação científica, como ocorre hoje com a cobrança de publicação de artigos científicos, os papers, em revistas especializadas, inclusive do exterior.
Desde junho do ano passado, o CNPq exige, na submissão eletrônica das propostas de pesquisa e nos relatórios eletrônicos de concessão científica, que sejam descritos, “em linguagem para não especialistas”, a relevância do que está sendo proposto e os resultados atingidos. “Com isso, eu passo a ter um banco fantástico para alimentar [com dados] os jornalistas”, promete o presidente do CNPq. Segundo Oliva, o sistema terá busca de projetos e relatórios por palavras-chave, instituição e área geográfica. Por ano, cerca de 15 mil propostas de pesquisa são recebidas pelo conselho no edital universal (para todas as áreas do conhecimento).
Com a divulgação das propostas e relatórios, a expectativa de Oliva é despertar o interesse de “jovens talentos” para a ciência e criar uma nova cultura acadêmica em quatro anos – aproveitando o aumento significativo de novos mestres e doutores formados no Brasil. Na década passada, esse número dobrou, tendo atingido mais de 50 mil em 2009.
Além de mudar a cultura no ambiente acadêmico, o presidente do CNPq imagina que a divulgação de trabalhos e a educação científica possam alterar o comportamento social. “As pessoas têm que usar a ciência no dia a dia. Entender, por exemplo, que há relações de causa e efeito”, observou. “Educar para os valores da ciência e para o método científico na vida pessoal nos protege de extremismos e intolerâncias”, acrescentou Oliva.
Edição: Lana Cristina

domingo, 11 de março de 2012

No dia Internacional da Mulher (08/03) o LEADERS dá início à sua nova pesquisa: Mulheres do Sertão


MULHERES DO SERTÃO: AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS GERADOS PELO PRONAF MULHER NO SEMIÁRIDO CEARENSE NA PROMOÇÃO DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E COLETIVO

Fotógrafa Fernanda Oliveira (Fonte: http://www.oktiva.net/oktiva.net/1209/nota/139633) 

Objetivo Geral:
Avaliar os resultados alcançados pelo PRONAF-Mulher, de modo a determinar o impacto desse programa na geração de autonomia, integração com a comunidade, preservação do meio ambiente e empreendedorismo de mulheres beneficiadas no território do Semiárido, em municípios escolhidos no estado do Ceará.

Objetivos Específicos:
·         Avaliar as dificuldades e novas oportunidades percebidas pelas mulheres para implementação do seu projeto de geração de renda.
·         Investigar como as atividades viabilizadas pelo crédito do PRONAF alteram as relações de gênero no território
·         Compreender em que medida o PRONAF-Mulher facilita/estimula/viabiliza o sentimento de pertença de mulheres com relação ao seu território.
·         Identificar ações de manejo sustentável do solo e preservação do meio ambiente por parte das mulheres beneficiárias do programa.

A pesquisa aqui proposta será desenvolvida no estado do Ceará, região Nordeste do Brasil. Mais de 90% desse estado encontra-se no território do Semiárido. As regiões do estado escolhidas foram Território da Cidadania de Sobral e o Território da Cidadania do Cariri. Essas regiões são as regiões mais desenvolvidas do interior do estado. E é nelas que estão os campi avançados da Universidade Federal do Ceará, instituição que abriga o grupo de pesquisa que está à frente dessa proposta.

Financiamento: Banco do Nordeste do Brasil
Coordenação: Suely Salgueiro Chacon (UFC/Cariri) e Verônica Salgueiro do Nascimento (UFC/Sobral)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lançado livro "A questão da água no Nordeste", com a participação de alunos, professores, pesquisadores e parceiros do PRODER e do LEADERS (Campus da UFC no Cariri)

Olá Amigos,

Com alegria eu compartilho o lançamento do livro "A questão da água no Nordeste", edição coordenada pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Eu, nossos alunos do Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável, Yarley Brito e Édio Callou, nossa pesquisadora do LEADERS, Cristine Viana, e nosso parceiro da UnB, Prof. Marcel Bursztyn, assinamos o capítulo 8 do livro, "Recuperação ambiental e revitalização de bacias".

O livro está sendo traduzido para o inglês e será lançado em março na França, por ocasião do dia mundial da água.

Foi uma experiência importante para nosso grupo de pesquisa, o LEADERS, e para o PRODER. Tivemos a oportunidade de discutir com vários pesquisadores e autoridades que lidam com o assunto no Brasil. E a troca de ideias, além de muito produtiva, mostrou-nos que nós também temos muito a oferecer com nossa experiência.

Grande abraço,
Suely


A questão da água no Nordeste

CGEE | 2012

Este livro é fruto de trabalho colaborativo entre a Agência Nacional de Água (ANA) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), e visa colocar à disposição da sociedade brasileira uma série de informações sobre a dinâmica dos recursos hídricos no Nordeste, seus avanços, fragilidades e desafios, de forma a subsidiar análises e processos decisórios pertinentes. O livro destina-se a todos aqueles que têm interesse na questão da água no Semiárido e no desenvolvimento regional nordestino.

O trabalho teve início com uma série de debates em 2008 sobre "A Questão da Água no Nordeste", e contou com a participação de especialistas, técnicos de governos, tanto federal como estaduais, e também representantes de organizações da sociedade civil (os resultados encontram-se publicados em CD-Rom, e disponíveis em www.cgee.org.br e www.ana.gov.br). Numa segunda fase, com base nessas discussões, um grupo de especialistas elaborou Notas Técnicas sobre os principais temas considerados estratégicos - tais como clima, balanço hídrico, qualidade da água, gestão integrada de recursos hídricos e integração de bacias hidrográficas - que agora subsidiam os capítulos seguintes desta publicação.

A gestão das águas no Nordeste representa um desafio a ser enfrentado. É preciso que, tratando-se de fator escasso na Região, a água seja administrada de forma eficiente e eficaz. Assegurar que a água esteja disponível para as diferentes formas de consumo implica viabilizar investimentos de distintas naturezas e, sobretudo, gerenciar cuidadosamente sua oferta e o uso. Isso se torna mais complexo diante da realidade climática da Região e dos vários interesses que envolvem desde as instâncias de governo até as diversas categorias de usuários.

O desenvolvimento sustentável do Semiárido é uma questão estratégica para o país. Como elemento imprescindível ao desenvolvimento, a água precisa ser administrada de forma a permitir que os diversos usos ligados ao bem-estar da população e ao crescimento econômico sejam adequadamente atendidos.

Nesse quadro abrangente da questão dos recursos hídricos no Nordeste, os progressos realizados nos últimos anos em matéria de infraestrutura e de gestão integrada foram positivos, mas ainda há muito o que se fazer para aperfeiçoar o sistema de gestão e para enfrentar as ameaças advindas das mudanças climáticas.

Vicente Andreu Guillo
Presidente da ANA
Mariano Francisco Laplane
Presidente do CGEE



Programa Fundo Clima

13.02.2012
MMA e BNDES lançam linhas de crédito do Programa Fundo Clima
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lançaram nesta segunda-feira (13), no Rio de Janeiro, as linhas de crédito do Programa Fundo Clima. O objetivo do novo Fundo é apoiar projetos relacionados a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e redução de emissões de gases do efeito estufa.
A ministra Izabella Teixeira destacou a importância do programa. “O Fundo Clima é um dos principais instrumentos da política brasileira de mudança do clima e até 2014 seus recursos poderão atingir até R$ 1 bilhão”, disse.
Os recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima – Fundo Clima – são provenientes da parcela de até 60% da Participação Especial do Petróleo, recebida pelo Ministério do Meio Ambiente. Os recursos estão divididos em duas modalidades: reembolsável, que será operada pelo BNDES, e não reembolsável, sob gestão direta do MMA.
Em 2011, o orçamento destinado às duas modalidades foi de R$ 230 milhões. Do total, R$ 30 milhões correspondem à parcela não reembolsável, que já entrou em vigor no ano passado, e R$ 200 milhões para a modalidade reembolsável, que estará disponível a partir de agora, com o lançamento da linha de crédito. Para 2012, o orçamento da parcela reembolsável é de R$ 360 milhões.
A nova linha, com o intuito de estimular investimentos privados, municipais e estaduais com maior eficiência do ponto de vista climático, apresenta juros mais atrativos do que os aplicados atualmente pelo BNDES. As novas taxas variam de acordo com os subprogramas, começando em 2,5% ao ano.
Os prazos de financiamento, também variáveis em função da aplicação, chegam a 25 anos — prazo máximo para empreendimentos de transporte urbano sobre trilhos. A participação do BNDES poderá ser de até 90% do valor dos itens financiáveis para todos os subprogramas.
Os subprogramas são os seguintes:
·         Modais de transporte eficientes – Voltado a projetos que contribuam para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e de poluentes locais no transporte coletivo urbano de passageiros, bem como para a melhoria da mobilidade urbana nas regiões metropolitanas.
·         Máquinas e equipamentos eficientes – Financiamento de máquinas e equipamentos novos e nacionais com maiores índices de eficiência energética.
·         Energias renováveis – Voltado para investimentos em geração de energia a partir da energia eólica em sistemas isolados, do uso de biomassa, dos oceanos e da radiação solar, além de projetos de desenvolvimento tecnológico e da cadeia produtiva desses setores.
·         Resíduos com aproveitamento energético – Apoio a projetos de racionalização da limpeza urbana e disposição de resíduos com geração de energia nas cidades-sede da Copa do Mundo ou em suas regiões metropolitanas.
·         Carvão vegetal – Destinado a investimentos voltados à melhoria da eficiência energética na produção de carvão vegetal.
·         Combate à desertificação – Projetos de restauração de biomas e de atividades produtivas sustentáveis de madeiras nativas, fibras e frutos na região Nordeste.
Com o lançamento do Programa Fundo Clima, o Ministério do Meio Ambiente e o BNDES buscam incentivar investimentos relevantes para que o Brasil atinja suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa — estabelecidas na Política Nacional sobre Mudança do Clima —, reduza suas vulnerabilidades aos efeitos adversos da mudança do clima e se prepare para competir em uma economia de baixo teor de carbono.
» Fonte: BNDES

domingo, 8 de janeiro de 2012

BNDES divulga cronograma para seleção de projetos para patrocínio em 2012

BNDES O banco do desenvolvimento



• Novas regras já estão publicadas no site do Banco

O BNDES adotou um novo sistema para recebimento de solicitações de patrocínio a publicações, eventos culturais e técnicos cuja realização esteja programada para o ano de 2012. O envio de projetos deverá obedecer aos períodos específicos de inscrição estabelecidos pelo Banco, que busca, assim, garantir maior agilidade à análise dos pleitos.
Para os eventos e publicações com início de março a maio de 2012, as inscrições já estão abertas no site do BNDES e vão até o final de dezembro. Já para os projetos que se iniciam entre os meses de junho e agosto, as inscrições poderão ser realizadas de 1º de fevereiro a 15 de março. E, por fim, eventos e publicações realizados de setembro a novembro terão inscrições no período de 1º de maio a 15 de junho.

Os proponentes que receberão o apoio financeiro serão notificados, respectivamente, nos meses de fevereiro, maio e agosto de 2012. As informações sobre a política de patrocínio do BNDES estão disponíveis no link. (http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Patrocinio/Introducao/index.html)

Atuação em 2011 – O BNDES já viabilizou, por intermédio do patrocínio, a realização de mais de 100 projetos em 2011, com um aporte de cerca de R$ 15 milhões, destinados a seminários, congressos, feiras, espetáculos, exposições e festivais.

Com suas ações de patrocínio, o Banco contribui para a realização de eventos ligados a temas importantes para a instituição, tais como inovação, meio ambiente, desenvolvimento regional, inclusão social, dentre outros.
Entre os patrocinados de 2011, estão o VIII Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, a 63ª Reunião Anual da SBPC, o 6º Encontro Nacional da Indústria, o IV Congresso CONSAD de Gestão Pública e a XI Conferência ANPEI de Inovação Tecnológica.

Na área cultural, o BNDES investiu na realização de projetos relacionados a cinema, música, dança, literatura e patrimônio histórico, buscando não apenas contribuir para a difusão da cultura brasileira, como também estimular o crescimento econômico do setor.

O patrocínio, distribuído por todas as regiões do Brasil, contemplou eventos como o Fest Cine Amazônia, em Porto Velho (RO), a Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), a III Feira Literária de Pirenópolis (FLIPIRI), em Goiás, a Bienal Vento Sul, em Curitiba (PR), e o É Tudo Verdade - 16º Festival Internacional de Documentários, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP).

O patrocínio a eventos e publicações é realizado anualmente pelo BNDES e soma, desde 2004, um investimento de cerca de R$ 50 milhões, em mais de 500 projetos.

Fonte: BNDES.

Revista Sustentabilidade em Debate Lança seu Quarto Número


Capa da revista


Sustentabilidade em Debate Lança seu Quarto Número

Chegamos ao quarto número de Sustentabilidade em Debate. Após dois anos de trabalho contínuo, percebemos que estamos muito próximos de atingir a velocidade de cruzeiro de um periódico científico ainda jovem. Tem havido um bom número de acessos à Sustentabilidade em Debate em outros países, confirmando o potencial internacional do periódico. A partir das submissões, vemos que os textos a nós enviados têm sido produzidos e têm atingido uma boa variedade de pesquisadores no meio acadêmico, suscitando o diálogo entre os hemisférios Norte e Sul, facilitando a troca de experiências entre o Brasil e os demais países das Américas, África, Ásia e Europa. Cresceu ainda o alcance de nossa indexação. Estamos indexados em: Directory of Open Access Journals (DOAJ), EBSCO Publishing, Latindex, Journal Storage (JSTOR), IBCT, WZB, Pluridoc, World-Cat, E-Resources, Services True Serials, e Ulrichs Web. Veja nesse número: Dossiê: Climate and Land Use Change. Artigos: Educação ambiental. Governança e Hidrelétricas, Agricultura Familiar, Políticas Públicas e Meio Ambiente. Debate com Ignacy Sachs. Leitura Recomendada de Hassan Zaoual (1950-2011), Resenhas de livros Joan-Martinez-Alier, Peter Bartelmus.


The fourth issue of Sustainability Debate

As we reach this fourth issue of Sustainability in Debate, we feel that we are close to attaining the cruising speed demanded by a young scientific journal. We are receiving a constant flow of submissions, from Brazil and abroad. Our journal has been constantly accessed by non-Brazilian readers, confirming its potential for reaching its international potential. Based on submissions, we can see that the texts sent to us have been produced by and are read by a large variety of academic researchers, enabling a dialogue between Southern and Northern hemispheres and exchanges among Brazil and many other countries in the Americas, Africa, Asia and Europe. Also, the breadth of our indexation has expanded substantially. We are now indexed in Directory of Open Access Journals (DOAJ), EBSCO Publishing, Latindex, Journal Storage (JSTOR), IBCT, WZB, Pluridoc, World-Cat, E-Resources, Services True Serials, and Ulrichs Web. In this issue: Dossier: Climate and Land Use Change. Articles: Environmental Education,Governance and Hydroelectricity, Family Farming, Brazilian Environmental Policy. Debate: Rio+20 with Ignacy Sachs. Recommended Reading: Hassan Zaoual (1950-2011). Book Reviews: Joan Martinez-Alier and Peter Bartelmus .




Sustentabilidade em Debate
Sustainability in Debate



CONSELHO EDITORIAL/EDITORIAL BOARD

José Augusto Drummond
Marcel Bursztyn
Editores Responsáveis
Editors


Membros 
Alan Cavalcanti Cunha - Universidade Federal do Amapá
Arum Agrawal - University of Michigan
Anthony Hall - London School of Economics
Asher Kiperstok - Universidade Federal da Bahia
Bertha Becker - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Boaventura de Sousa Santos - Universidade de Coimbra
Carolina Joana da Silva - Universidade do Estado do Mato Grosso
Francisco Ferreira Cardoso - Universidade do Estado de São Paulo
Gabriele Bammer - The Australian National University
Hassan Zaoual - Université du Littoral, Côte d’Opale (Falecido)
Hervé Thery - Universidade de São Paulo
Ignacy Sachs - L’École des Hautes Études en Sciences Sociales
Jalcione Almeida - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jean-François Tourrand - La Recherche Agronomique pour le Développement
Joan Martinez-Allier - Universitat Autonoma de Barcelona
Laura Maria Goulart Duarte - Universidade de Brasília - UnB
Leila da Costa Ferreira - Universidade Estadual de Campinas
Lúcia da Costa Ferreira - Universidade Estadual de Campinas
Marilene Corrêa da Silva Freitas -Universidade Federal da Amazonas
Mário Monzoni - Fundação Getúlio Vargas
Martin Coy - Universität Innsbruck
Merilee Grindle - Harvard University
Michael Burns - Council for Scientific and Industrial Research (CSIR)
Michele M. Betsill - Colorado State University
Neli Aparecida de Mello Théry - Universidade de São Paulo
Othon Henry Leonardos - Universidade de Brasília
Roberto Bartholo Jr. - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Suely Salgueiro Chacon - Universidade Federal do Ceará
Umberto Maturana - Universidad de Chile
Vandana Shiva - Research Foundation for Science, Technology and Natural Resource Policy

Maria Beatriz Maury
Editora Executiva
Executive Editor

sábado, 7 de janeiro de 2012

Aberta a chamada de Trabalhos para VI ENAPEGS


Escrito por Ives Romero Tavares do Nascimento
Qui, 29 de Dezembro de 2011 00:00 



Está aberto o período de submissão de trabalhos para a sexta edição do Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social - ENAPEGS, que em 2012 ocorrerá na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP, entre os dias 21 e 23 de maio. O prazo para a submissão de trabalhos (artigo completo, iniciação científica/TCC e relatos de práticas) se encerra no dia 26 de fevereiro de 2012.

A página do evento é http://www.pucsp.br/enapegs/
Mais informações através do e-mail enapegs2012@pucsp.br.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Livro lançado pelo IPEA - Climate Change in Brazil


02/12/2011 10:42
Ipea lançou, na COP 17, livro sobre mudança climática

Climate Change in Brazil foi apresentado na sexta, 2, por técnicos do Instituto durante o evento na África do Sul

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na sexta-feira, dia 2, durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Durban (África do Sul), o livro Climate change in Brazil: economic, social and regulatory aspects. Os editores são os técnicos de planejamento e pesquisa Ronaldo Seroa da Motta, Jorge Hargrave, Gustavo Luedemann e Maria Bernadete Sarmiento Gutierrez.
O principal objetivo do livro é proporcionar um panorama de políticas brasileiras no combate às mudanças climáticas. Ele oferece uma visão ampla das discussões sobre esse tema no Brasil, com textos analíticos escritos por 38 especialistas brasileiros, representando 18 instituições nacionais, muitas das quais participaram das negociações da COP e são membros do IPCC.
Em 19 capítulos, são discutidos aspectos regulatórios nacionais e internacionais por meio de perspectivas econômicas, institucionais, setoriais e sociais. A Parte I do livro, Climate change in Brazil, aborda esses tópicos relacionando-os com o contexto brasileiro em nível de políticas nacionais e subnacionais, como os perfis das emissões de gases causadores do efeito estufa e impactos da mudança climática na economia brasileira e sociedade, incluindo aspectos de eficiência, equidade, comércio, distribuição de renda e justiça climática.
Na Parte II, Brazil and the international climate change regime, é discutido como atores brasileiros percebem e participam da Convenção, com foco nas últimas conquistas e nos principais tópicos discutidos na COP 15 e COP 16, como o segundo período de compromissos do Protocolo de Kyoto, REDD, financiamento e transferência de tecnologia.
“O lançamento do livro na COP apresenta para a comunidade científica e de tomadores de decisão mundiais como a questão da mudança do clima tem sido estudada e combatida pelo governo e pela sociedade brasileira”, afirmou Jorge Hargrave, um dos editores. “O livro é, com certeza, a publicação mais completa em língua inglesa sobre a mudança do clima no Brasil. Ele organiza o debate sobre o que se pesquisa e se faz no Brasil em relação ao tema, trazendo subsídios e abrindo caminhos para o aperfeiçoamento das políticas em curso.”
O livro foi apresentado durante a mesa Business iniciatives for carbon management in Brazil. As versões da obra em português e inglês estão disponíveis no Portal Ipea (www.ipea.gov.br, seção Publicações/Livros).

  

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Censo 2010 e aglomerados subnormais


27/12/2011 10:46:46

Aglomerados subnormais

Coletivo Favela em Foco, do Observatório das Favelas
Observatório das Metrópoles
Segundo os últimos dados divulgados pelo Censo 2010, 88,6% dos domicílios em aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas) estão localizados em 20 regiões metropolitanas brasileiras, sendo que as RMs de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belém concentram quase a metade (43.7%) dos domicílios em aglomerados no total do país. Os dados mostram ainda que o Brasil possui 6.329 aglomerados subnormais em 323 dos seus 5.565 municípios.
Os aglomerados subnormais concentram 6,0% da população brasileira (11.425.644 pessoas), distribuídos em 3.224.529 domicílios particulares ocupados (5,6% do total). A Região Sudeste concentrava 49,8% dos 3,2 milhões de domicílios particulares ocupados em aglomerados subnormais (23,2% em São Paulo e 19,1% no Rio de Janeiro). Os estados do Nordeste tinham 28,7% do total (9,4% na Bahia e 7,9% em Pernambuco). A Região Norte possuía 14,4% (10,1% no Pará). A ocorrência era menor nas regiões Sul (5,3%) e Centro-Oeste (1,8%).
Foram identificados 6.329 aglomerados subnormais em 323 municípios (5,8% dos municípios brasileiros). Na Região Norte, eram 48 municípios (10,7% dos 449 municípios da região), sendo a maioria localizada no interior dos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Nessa região, em grande parte dos municípios, os aglomerados subnormais se formaram em áreas ribeirinhas, sujeitas a inundações periódicas.
No Nordeste, dos 70 municípios com aglomerados subnormais (3,9% dos 1.794 municípios da região) 52 municípios (2,9%) se localizavam nas regiões metropolitanas. O Sudeste concentrava quase a metade dos municípios do país com aglomerados (145, equivalente a 8,7% dos 1.668 municípios da região). Um pouco mais da metade deles estava nas regiões metropolitanas (75 municípios, ou 4,5%) e o restante em municípios do interior dos estados. Em menor escala, a Região Sul apresentou padrões semelhantes ao Sudeste: 51 municípios com aglomerados subnormais (4,3% dos 1.188 municípios da região), dos quais 38 em regiões metropolitanas. No Centro-Oeste havia somente 9 municípios com aglomerados subnormais (1,9% dos 466 municípios da região).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os aglomerados subnormais, frequentemente, ocupam áreas menos propícias à urbanização, como encostas íngremes no Rio de Janeiro, áreas de praia em Fortaleza, vales profundos em Maceió (localmente conhecidos como grotas), baixadas permanentemente inundadas em Macapá, manguezais em Cubatão, igarapés e encostas em Manaus.
Os dados do Censo 2010 revelam ainda que 67,3% dos domicílios em aglomerados subnormais tinham rede de coleta de esgoto ou fossa séptica; 72,5% recebiam energia elétrica com medidor exclusivo; 88,3% eram abastecidos por rede de água; e 95,4% tinham o lixo coletado diretamente ou por caçamba.
(Observatório das Metrópoles)

Sobre a Fome II

A fome no mundo é um problema político, artigo de Ute Schaeffer

Publicado em dezembro 23, 2011 por 


Em tese, há alimentos para todos. Se mesmo assim uma em cada sete pessoas passa fome, pode-se dizer que essa é uma situação politicamente tolerada, argumenta a editora-chefe da Deutsche Welle, Ute Schaeffer.
Um mundo sem fome, com 7 bilhões de pessoas bem alimentadas e bem nutridas, seria possível. Nosso planeta produz alimentos suficientes. A fome não é um problema causado pela natureza ou cuja razão está apenas nas crises. A fome é politicamente tolerada. Ela é aceita porque há “coisas mais importantes”, por exemplo as vozes dos consumidores e agricultores europeus.
Se nós, europeus, levássemos mesmo a sério nossos sermões sobre solidariedade, teríamos que cortar os subsídios agrícolas no continente, revolucionar os sistemas de comércio e aumentar o preço dos alimentos nos países industrializados.
As vozes dos famintos, contudo, não contam. Eles não têm lobby. Passa-se fome sobretudo – por mais bizarro que isso soe – nas regiões onde os alimentos são produzidos, ou seja, no campo, onde as pessoas vivem da agricultura familiar e não têm seus interesses representados nas instituições econômicas multilaterais.
Quando se fala de acordos econômicos e fluxos comerciais globais, essas pessoas não têm voz. Embora sejam numerosas: ainda hoje quase metade da população mundial vive direta ou indiretamente do cultivo de alimentos. Essa grande maioria silenciosa nos países em desenvolvimento paga o preço do nosso sistema econômico: em todo o mundo 1 bilhão de pessoas passam fome ou estão subnutridas.
Bons argumentos por uma política diferente
Os políticos europeus dão sempre a impressão de não saber o que fazer e perguntam como explicar aos eleitores europeus uma mudança tributária em prol dos mais pobres.
Acredito que isso nem seria tão difícil. Se me permitem algumas sugestões: expliquem aos eleitores que o combate à fome serve também à segurança de nossos interesses e de nosso bem-estar! Pois como é que a Europa pretende lidar com os potenciais 150 milhões de refugiados da fome da África subsaariana, que poderão emigrar a partir do ano de 2020?
Expliquem aos eleitores que não queremos pagar impostos duas vezes. Pois hoje consertamos com recursos e projetos destinados à ajuda ao desenvolvimento o que nossa política econômica e nossa ordem econômica mundial destroem. E, como resultado, não produzimos nada, exceto novas formas de dependência entre o mundo desenvolvido e o não desenvolvido. Isso sem contar os ridículos subsídios a uma agricultura não sustentável no Norte.
Beneficiários da fome
Fala-se muito das consequências humanitárias da fome. Mas quem fala daqueles que ganham com a fome? Isso também precisa ser dito com todas as letras: há quem se beneficie desse sistema que produz fome. E essas pessoas somos sobretudo nós, consumidores, que gastamos hoje menos pelos alimentos do que gastávamos há 20 anos. Gostamos de comprar pão por 1 euro e leite por 70 centavos de euro, e dizemos a nós mesmos que alimentos não podem custar caro.
Há 100 anos, os consumidores na Alemanha gastavam dois terços de sua renda com alimentos; hoje são apenas 20%. Entre os que tiram vantagem disso estão os agricultores europeus, que produzem muito além da demanda do mercado e mesmo assim não precisam se preocupar. Altos subsídios lhes garantem uma renda confortável e uma ampla retaguarda política. Os agricultores nos países em desenvolvimento nem ousam sonhar com uma situação como essa.
Entre aqueles que se beneficiam da fome estão também os grandes grupos de agronegócios, que massacram todos os mercados com suas sementes e respectivos agrotóxicos. E também as elites nas capitais do Hemisfério Sul. Em muitas regiões, a política é feita sobretudo para agradar à própria clientela e aos eleitores nas capitais. Ali se decide, por exemplo, quantos recursos serão destinados ao desenvolvimento do campo.
Investimentos no desenvolvimento de regiões interioranas e na agricultura são considerados retrógrados. Países em que 80% do PIB vêm da agricultura acreditam que podem viver sem uma política agrária! Ou ainda mais grave: um país com as dimensões de terras férteis como Moçambique, por exemplo, poderia exportar arroz ou milho para todo o sul do continente africano. Em vez disso, os moçambicanos dependem de importações caras, simplesmente porque a elite política local não se interessa por esse problema.
Em situações como essa, é preciso realizar um trabalho de convencimento, em todos os encontros de cúpula bilaterais e em toda conferência internacional. E isso os países industrializados só vão alcançar quando os países em desenvolvimento estiverem cientes das vantagens que terão, ou seja: mais possibilidades de exportação do que aquelas que eles têm hoje, acesso aos mercados europeus e preços justos de produtos agrícolas no mercado internacional.
Bela mentira do mundo do bem-estar
Quem também se beneficia com a fome são os especuladores do mercado alimentício. Alimentos básicos transformaram-se em objetos de especulação, cujos preços aumentaram em torno de 30% no segundo semestre de 2010. Um mercado lucrativo, ao qual aderem investidores e especuladores, enquanto as pessoas de Porto Príncipe, Dhaka ou Agadez ficam a ver navios por não poderem pagar seus altos preços.
Vamos acabar com as belas mentiras do nosso mundo de bem-estar: a fome e a miséria são causadas apenas em parte por guerras ou catástrofes. E são raramente apenas um problema da população urbana pobre. Não! A fome é o resultado de uma exclusão que é no mínimo tolerada por amplas parcelas da população. As necessidades e penúrias de quem passa fome são colocadas de lado, politicamente apagadas por todos aqueles que se beneficiam com o problema.
Após décadas de dependência e exploração pelas potências coloniais, foram impostos aos países africanos independentes, nos anos 1980, ajustes estruturais radicais por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial: liberalizar, desregular e privatizar eram as palavras de ordem. Essa política, contudo, foi implementada em países sem infraestrutura, sem capital de conhecimento, sem uma economia em funcionamento e sem investidores nacionais. As consequências foram catastróficas, especialmente para a agricultura, mas também para os setores de educação e saúde.
Segurança do mundo desenvolvido em perigo
Com indiferença e ignorância – é assim que a comunidade internacional lida com o escândalo da fome no século 21. Um erro fatídico, não somente por razões morais. Não devemos subestimar a força dos pobres e famintos, e tampouco seu potencial político explosivo. Em 2008, os altos preços dos alimentos já provocaram revoltas dos famintos, desde o Camarões até o Egito. Já nos próximos dez anos, isso nos custará bilhões em forma de programas de ajuda e reparação. A fome põe em risco a estabilidade política – primeiro nas regiões aingidas, depois na Europa.
Quem compreende as correlações envolvidas conclui forçosamente que é necessária uma mudança política radical. Nenhuma reparação, nenhuma ajuda emergencial, nenhuma promessa decorativa, proferida num encontro de cúpula e pouco depois esquecida, será capaz de deter a erosão social e econômica provocada pela fome e pela pobreza em todo o mundo. Da mesma forma que os agricultores no Hemisfério Sul são dependentes de regras comerciais justas e preços justos, as sociedades ricas do Norte são dependentes da estabilidade política e econômica das sociedades do Sul, que crescem rapidamente.
Precisamos adiar nossos interesses de curto prazo – mais crescimento, mais conforto –, para que ninguém mais morra de fome. Já transcorreram mais de quatro décadas desde que o então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, prometeu numa conferência internacional sobre a alimentação: “Em uma década, nenhuma criança precisará mais ir para a cama à noite com fome”. Hoje, continuamos mais distantes do que nunca desta meta. Um verdadeiro atestado de pobreza!
Autora: Ute Schaeffer (sv)
Revisão: Augusto Valente

Artigo socializado pela Agência Deutsche Welle, DW e publicado pelo EcoDebate, 23/12/2011
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